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Sony apresenta óculos que substituem console de games e TV. Sensação é de estar diante de uma tela de 750 polegadas

No filme Hackers, de 1995, o cracker e vilão Eugene "The Plague" Belford utilizava óculos futuristas que permitiam uma jogatina virtual. A previsão parece bater à porta da realidade agora. A Sony anunciou durante a CES, feira de tendências tecnológicas que acontece até sexta-feira, em Las Vegas, um gadget chamado HMZ-T3Q, que permite ao usuário interagir de uma forma totalmente diferente e imersiva com filmes e games.


Através de suas lentes, o usuário tem a sensação de estar diante de uma tela de 750 polegadas. Sua aparência lembra um capacete e o objetivo do dispositivo é proporcionar às pessoas a percepção de um mundo virtual individual. "A tela é como um cinema na sua cabeça", disse Michael Fasulo, presidente e CEO da Sony, no evento da CES.
Os óculos da Sony possuem sensores de movimento, recurso bastante útil para os games. Isso significa que ele consegue identificar para que lado o usuário virou a cabeça, por exemplo, e criar um ambiente interativo com base nesse movimento. O aparelho é portátil e uma opção inteligente para quem não possui espaço em casa para uma televisão de tela grande. Durante a apresentação do gadget, Fasulo mostrou um homem usando o HMZ-T3Q em um avião.
Mercado — A ideia da Sony é inovadora, mas não inédita. O Oculus Rift, uma das sensações da E3 2013, feira de games realizada em Los Angeles, foi desenvolvido a partir de financiamento coletivo promovido no Kickstarter, uma das plataformas mais populares do segmento. O Rift, projetado exclusivamente para games, permite às pessoas jogar games 3D e oferece visão de 110 graus.
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Sony: como um "cão rejeitado" pela SEGA e Nintendo virou um gigante gamer

Sony: como um "cão rejeitado" pela SEGA e Nintendo virou um gigante gamer
Quem assistiu à última edição da colossal E3 (Electronic Entertainment Expo) talvez possa acreditar que a indústria do entretenimento eletrônico sempre se moveu entre bilhões de dólares e doses cavalares de glamour. Pode achar, também, que o espaço invejável atualmente desfrutado por jogos e consoles sempre esteve disponível, como uma forma de reconhecimento cultural e mercadológico.
Mas, além disso, quem pôde conferir o estardalhaço causado pela Sony durante a feira também deve ter ficado com a impressão de que a marca responsável pelo PlayStation teve sempre seu espaço cativo nos corações e bolsos dos consumidores. Nada poderia ser mais equivocado, é claro. Até porque a E3 nem mesmo era a E3 quando aparece, pela primeira vez, em 1995.
Sony: como um (Fonte da imagem: Divulgação/Sony)
Bem, mas onde e como a E3 se transformou no evento badalado que é hoje? E, principalmente, como a Sony se tornou quase um sinônimo de video games, com movimentos estratégicos que atraem a atenção de todos e mantêm os rivais dormindo sempre com um dos olhos aberto? Talvez uma viagem pelos conturbados anos 90 ajude a entender melhor como tudo isso se deu.

A dureza de contar apenas com a CES

“Ok, vocês ficam naquele canto ali”

No início da década de 1990, embora a indústria de games viesse fortalecida dos anos anteriores — deixando para atrás, portanto, diversas previsões funestas que atestavam o fim dos consoles —, ainda se tratava de um nicho relativamente restrito. Tratava-se ainda de um formato que deveria se provar, a fim de ser finalmente levado a sério.
A E3? Ainda não existia. A única possibilidade de grande visibilidade para que uma das empresas pioneiras mostrasse o trabalho ao público era a CES (Consumer Electronics Show). O problema, entretanto, era a falta de foco.
Sony: como um (Fonte da imagem: Reprodução/ArsTechnica)
“Nós ficávamos ali, junto com os sujeitos que mostravam alto-falantes para carros, novos sistemas de computador, TVs, telefones ou sei lá mais o quê”, contou o ex-diretor da porção ocidental da SEGA, Tom Kalinske, em entrevista ao site MCV. “E os organizadores da CES costumavam colocar a indústria de jogos em uma parte bastante afastada.”
Kalinske lembra que, em 1991, era necessário atravessar dezenas de stands (alguns, inclusive, com conteúdos “adultos”) para, por fim, chegar ao local em que a SEGA e a Nintendo (os dois pesos-pesados da época) se encontravam. Havia necessidade de um novo espaço, portanto.

Habemmus E3

O futuro trampolim da Sony ganha forma

Em certa medida, a E3 surgiu como um esforço da própria indústria de games. Conforme o nicho se tornava mais e mais expressivo, passando a atrair mais o olhar de investidores e varejistas, mais se fazia necessário um espaço exclusivo, onde novos consoles pudessem ser anunciados — e onde os gigantes ascendentes do setor poderiam se digladiar em combates épicos.
Sony: como um
primeira edição da feira surgiu como esforço conjunto entre SEGA, Nintendo e outros investidores do setor — congregados na recém-surgida IDSA — em 1995. “Nós financiamos a associação, nós financiamos os novos sistema de classificação etária e nós financiamos a primeira E3”, disse Kalinske ao referido site.

A Sony entra no jogo

Depois das rejeições, a gigante resolve partir por conta própria

Ironicamente, embora a E3 seja fruto de um esforço intensivo de diversos envolvidos na indústria à época, fato é que o resultado final favoreceu, acima de tudo, um tremendo azarão: a Sony. Não que a companhia tivesse qualquer interesse em se lançar contra os gigantes à época, é claro. Ocorre que as duas rejeições seguidas não deixaram outra possibilidade.
Inicialmente, a companhia buscou uma vaga no barco da Nintendo, que à época se preparava para anunciar o seu novo console. A Sony acreditava que cartuchos eram algo do passado — os esforços deveriam se concentrar em torno dos CDs. Após dizer um “Não, obrigado”, a Big N firmou contrato com a Philips. Foi o que bastou para que a companhia buscasse outra gigante japonesa do entretenimento eletrônico.
Sony: como um

SEGA: “Vocês não entendem nem de hardware e nem de software”

Verdade seja dita: seria injusto afirmar que a SEGA simplesmente esnobou a Sony quando esta veio em busca de parcerias para entrar no atraente mercado de games. Conforme lembra Kalinske, tratou-se mais de uma decisão tomada pela porção oriental da SEGA. “A Sony veio nos procurar depois de ter sido rejeitada pela Nintendo”, disse o ex-executivo.
“Olaf Olafsson [Presidente da Sony Electronic Publishing] e Micky Schulhof [President of Sony America] vieram ao meu escritório e disseram: ‘Tom, nós realmente não gostamos da Nintendo. Vocês também não. Nós temos esse pequeno estúdio em Santa Monica [Imagesoft] que está desenvolvendo video games e não sabemos o que fazer com ele. Nós gostaríamos da ajuda da SEGA para treinar os nossos rapazes. Nós acreditamos que o disco óptico é o melhor formato.”
Conforme lembra Kalinske, a postura da SEGA ocidental foi bastante positiva. “O nosso relacionamento com a Sony foi muito próximo à época. Nós trabalhamos juntos para levar os projetos adiante, e tanto a SEGA of America quanto a Sony estavam plenamente convencidas de que a próxima plataforma deveria se basear em discos ópticos”, afirmou Kalinske, lembrando ainda que a SEGA possuía alguma experiência, tendo lançado o SEGA CD.

A parceria é vetada pelo Oriente

Kalinske lembra que o próximo passo foi levar a proposta ao presidente da SEGA à época, Hayao Nakayama, e também à cúpula da companhia, no Japão. “Ele disse: ‘Essa é uma ideia estúpida, a Sony não sabe fabricar hardware. Eles também não entendem nada de software. Por que nós deveríamos querer isso?”.
Isso terminaria por causar a divisão definitiva entre SEGA e Sony. Entretanto, a partir daí, a empresa começaria a andar com os próprios pés.

A Sony resolve comprar a briga

“Ok, nós mesmo fazemos, então”

A primeira apresentação da E3 foi algo realmente memorável — embora não propriamente positivo para alguns competidores. A realidade da época era: a Nintendo havia adiado o lançamento do seu Ultra (depois rebatizado para Nintendo 64) e a SEGA não sabia muito bem o que fazer. Alguém deveria ocupar o espaço, portanto. E é aí que a Sony deu seu mais famoso “pulo do gato” no mercado de games até hoje.
Entretanto, vale lembrar que o PlayStation, a princípio, foi visto como um azarão pela própria companhia. Na verdade, conforme lembrou Steve Race em entrevista ao MCV, a gigante nem sequer queria que a marca “Sony” aparecesse nas caixas. Mas isso mudaria rapidamente.

US$ 299 e o estardalhaço da E3

Steve Race foi o responsável por um dos “discursos” mais breves e também mais notórios da história dos video games. A apresentação do Saturn causaria um verdadeiro alvoroço: Kalinske, a contragosto, anunciou que o console estaria disponível naquele mesmo dia, por US$ 399.
Entretanto, chegada a vez da Sony, Steve Race é chamado ao palco para dizer “algumas palavras”. Mas o executivo se limitou a um “299”, e então o auditório veio abaixo. “Nós pensávamos que eles optariam por US$ 399”, lembra Kalinske. “De fato, foi uma grande surpresa e também se revelou como uma manobra competitiva brilhante.”
Sony: como um (Fonte da imagem: Divulgação/Sony)
Por fim, Kalinske lembra de ter disparado apenas “Oh, céus. Nós nos demos mal aqui, não foi?”. Na realidade pós-E3, todas as portas passaram a se abrir para o novo PlayStation, que de azarão estreante passou a fenômeno — atraindo publicadoras, desenvolvedoras e varejistas.
A fama também fez com que a Sony, agora mais confiante, fizesse questão de estampar a sua marca nas caixas. Algo que é feito desde então.
Via BJ
Fonte: MCV
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Sony deve lançar lente para ser acoplada em seus smartphones

Há alguns meses têm surgido diversos rumores sobre aquele que deve ser o sucessor do Xperia Z e o aparelho mais potente da Sony: o Xperia Honami (embora o seu nome ainda não tenha sido confirmado).
O maior destaque desse suposto modelo é a sua câmera traseira, a qual contaria com o sensor Exmor RS de 20 megapixels, além de um processador de imagem Bionz e uma lente G — componentes que estão presentes em algumas das máquinas fotográficas digitais da empresa.
Acompanhando esses boatos, e mostrando que a Sony está focada em oferecer smartphones com o diferencial de qualidade e recursos de imagem, o site SonyAlphaRumors publicou uma notícia na qual explicita que duas fontes próximas à companhia japonesa afirmam que ela está preparando uma lente dotada de um sensor mais potente, bateria e memória que poderão ser acopladas aos telefones portáteis da marca.
Embora essa publicação não tenha revelado mais detalhes desse novo aparato, uma peculiaridade bem interessante citada é o fato de a lente adicional ter suporte para as tecnologias NFC e WiFi, permitindo a transferência das fotos para outros dispositivos de maneira mais prática e eficiente.

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